Cientista garante que perigo de asteróides é bem menor

Os asteróides médios, capazes de destruir uma cidade do tamanho de Nova York, caem na Terra com menor freqüência do que se imaginava, possivelmente uma vez em cada milênio. No entanto, o último meteoro de porte médio caiu em 1908 em um bosque de Tunguska, na Sibéria. A explosão devastou centenas de quilômetros quadrados. Calculasse que a potência da explosão eqüivaleu a 100 megatons de TNT. A bomba lançada pelos norte-americanos sob a cidade de Hiroshima, no final da Segunda Guerra Mundial, tinha a capacidade de 13 kilotons do explosivo.A nova pesquisa, realizada com apoio de satélites militares, sugere que impactos como o de Tanguska ocorrem um a cada mil anos, e não a cada 200 como se pensava, disse Peter Brown, astrofísico da Universidade de Ontario, no Canadá. A pesquisa está publicada na revista Nature desta quarta-feira e se baseia na medida de intensidade luminosa criada quando os fragmentos de rochas entram na atmosfera superior.Segundo os cientista, foi pela analise de fragmentos que ele conseguiram criar uma probabilidade para a queda de um meteoro com possibilidade destrutiva. Os choques entre os asteróides no cinturão que fica entre Marte e Júpiter produz dezenas de fragmentos que chegam à Terra todos os dias. Foi pela freqüência e pelo tamanho dos escombros que Brown calculou a probabilidade de um novo desastre como o Tanguska.No entanto, alguns cientistas duvidam no método empregado. Segundo eles, os dados de Brown poderiam ser facilmente alterados se um meteoro desconhecido se aproximou da Terra, lançando na atmosfera centenas de fragmentos de vários tamanhos.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 15h23

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