Cientista que diz ter fundido átomos é acusado de fraude

Comitê da Universidade Purdue determinou dois casos de 'mau comportamento' de Rusi Taleyarkhan

AP

18 de julho de 2008 | 18h46

Um comitê da Universidade Purdue determinou dois casos de "mau comportamento" cometidos por um pesquisador que afirmava ter conseguido fundir átomos em simples experimentos de laboratório.   Rusi Taleyarkhan chegou às manchetes em 2002, quando publicou um artigo no jornal Science alegando ter produzido fusão nuclear ao fazer com que bolhas em um líquido entrassem em colapso. A investigação encontrou mentiras em dois artigos subseqüentes.   O comitê da universidade, que inclui representantes de outras instituições, disse que, em um artigo publicado em 2006 na Physical Review Letters, Taleyarkhan alegava, falsamente, que seus resultados tinham sido confirmados de modo independente por outros pesquisadores.   O comitê também descobriu que, em dois artigos de 2005, Taleyarkhan incluiu um co-autor que não havia feito contribuições significativas para o trabalho.   O comitê não se debruçou sobre o artigo de 2002, no qual Taleyarkhan e colegas alegavam ter encontrado sinais de fusão nuclear em um pequeno aparelho de laboratório. Cientistas procuram há tempos uma forma simples de gerar a fusão de átomos, para usá-la como fonte de energia.   O artigo original foi recebido com ceticismo generalizado. A Science publicou, junto, um artigo de outros dois cientistas dizendo que não tinham sido capazes de reproduzir os resultados. Outros pesquisadores, desde então, também falharam em reproduzir a suposta fusão.

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