Cientistas americanos descobrem novas geleiras em Marte

A descoberta foi feita com o radar da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa há um ano

Efe

20 de novembro de 2008 | 18h24

Cientistas americanos descobriram geleiras longe dos pólos de Marte e a poucos metros da camada rochosa do planeta, revelou nesta quinta-feira, 20, um estudo publicado pela revista Science.   Veja também:  Mars Odyssey pode ter encontrado provas de água em Marte   "Trata-se de uma descoberta muito importante porque não só constata a existência de água em Marte, mas cobre a necessidade desse elemento que terão as futuras missões interplanetarias", disse à Agência Efe Ali Safaeinili, cientista da Nasa, a agência espacial americana.   "Também é importante porque a água dessas geleiras se encontra em latitudes baixas do planeta, longe dos pólos, e em alguns casos a apenas três metros de profundidade", afirmou.   A descoberta foi feita com o radar da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa há um ano.   "Demoramos a fazer o anúncio do descobrimento porque queríamos estar seguros dele e fizemos todas as verificações possíveis", frisou.   A descoberta de grandes reservas de água congelada é um sinal encorajador para os cientistas que buscam vida além de nosso planeta, afirmou o estudo publicado na Science.   As geleiras cobrem uma superfície de dezenas de milhares de quilômetros quadrados e se estendem desde as montanhas marcianas com uma espessura em alguns casos de cerca de 800 metros.   A camada de material rochoso que cobre o gelo, em outros casos de uma espessura de alguns poucos metros, possivelmente preservou as geleiras, segundo o estudo.   Os primeiros indícios de água em Marte foram detectados há quatro anos pelas sondas espaciais Spirit e Opportunity, confirmados depois pela Phoenix.   "Sem dúvida as geleiras representam a maior reserva de água em Marte, longe das calotas polares. Só um dos que examinamos é três vezes mais extenso que a cidade de Los Angeles (...) e há muitos mais", afirmou John Holt, da Escola de Geociencias da Universidade do Texas e autor do relatório.

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