Cientistas argentinos conseguem 1ª clonagem de vaca já morta

Projeto científico da universidade San Martín recebeu investimento de US$ 250 mil de um frigorífico do país

Efe,

10 Novembro 2009 | 16h33

Pesquisadores argentinos conseguiram, pela primeira vez no país, clonar uma vaca que morreu antes da gestação de sua cópia idêntica, informa nesta terça-feira, 10, a imprensa local. A nova bezerra foi clonada a partir do material genético de um exemplar da raça Brangus que em 2007 ganhou um campeonato nacional.

 

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O animal clonado nasceu graças ao trabalho de uma equipe de cientistas do Instituto Tecnológico de Chascomús, cidade a 100 quilômetros da capital argentina. "Ela é a primeira vaca clonada no país a partir de um animal morto", disse ao jornal "La Nación" o pesquisador Adrián Mutto, que comandou os especialistas que conseguiram a façanha.

 

Mutto e outros dois cientistas já tinham conseguido reproduzir a vaca "Ciruelo", outra grande campeã, cuja cópia idêntica, batizada "Ciruelito", foi o primeiro clone de Brangus do mundo. "O importante é que conseguimos recuperar todo o material genético destes animais. O dono já tinha perdido sua vaca e nós a devolvemos", destacou.

 

A clonagem foi resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Universidade San Martín e a empresa ARG Natural Beef, que financia o projeto com um investimento de US$ 250.000. "Nossa ideia é investir em biotecnologia e, para isso, dominar a técnica de clonagem é fundamental. Tentamos reproduzir animais de maior mérito genético e devemos avançar com isto, mas em equinos", revelou Carlos Marietti, da ARG Natural Beef.

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