Cientistas australianos revelam 'mãe mais antiga do mundo'

Fóssil de um peixe extinto de 375 milhões de anos é marco e tem embrião ligado por cordão umbilical

Da BBC Brasil, BBC

30 de maio de 2008 | 10h28

Cientistas australianos revelaram na revista especializada Nature os restos de um peixe extinto de 375 milhões de anos, um placoderme, com um embrião ainda ligado pelo cordão umbilical.   Fóssil foi encontrado na região noroeste da Austrália. Foto: BBC A descoberta da "mãe mais antiga do mundo" pode mudar os rumos da história da evolução e está sendo considerada pelos cientistas um marco na paleontologia. Até a descoberta do fóssil do vertebrado, no noroeste da Austrália, a mãe mais antiga já conhecida tinha 200 milhões de anos a menos. O fóssil prova que animais pré-históricos já dispunham de uma biologia reprodutiva complexa, comparável à de tubarões e arraias atuais. "Olhei no microscópio e fiquei abobalhado, me faltaram palavras", disse o paleontólogo John Long. Ovos  Antes deste fóssil, a ciência acreditava que as criaturas desta época só eram capazes de se reproduzir dentro de ovos. Placodermes costumam ser descritos como "dinossauros dos mares" já que dominaram oceanos e lagos por quase setenta milhões de anos. A maioria desses peixes era pequena, mas alguns chegavam a ter seis metros de comprimento. O fóssil está sendo exibido na entrada do Museu de Melbourne, na Austrália.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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