Cientistas britânicos criam embrião com um pai e duas mães

Os embriões fertilizados 'in vitro', ou laboratório, foram criados usando o DNA de um homem e de duas mulheres

BEN HIRSCHLER, REUTERS

05 de fevereiro de 2008 | 17h30

Cientistas britânicos criaram embriõeshumanos com um pai e duas mães, em uma experiência que elesesperam que possa conduzir a soluções para graves doençashereditárias num prazo de cinco anos. Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no norte daInglaterra, apresentaram suas descobertas em uma conferência dedoenças neuromusculares no fim de semana, em Londres, dissenesta terça-feira uma porta-voz da universidade. Os embriões fertilizados "in vitro" ou laboratório foramcriados usando o DNA de um homem e de duas mulheres. A meta é evitar que mulheres com falhas em seu DNAmitocondrial transmitam doenças para seus filhos.Aproximadamente uma em cada cinco mil crianças sofrem de algumadoença genética de origem mitocondrial --transmitida apenaspela mãe-- entre as quais desordens fatais no fígado, coração ecérebro, surdez, problemas musculares e formas de epilepsia. Os cientistas acreditam que essas doenças possam serevitadas se os embriões que correrem esse tipo de riscopassarem por um transplante da mitocôndria. O processo envolvea fertilização "in vitro" e a remoção do núcleo do óvulo, queé, então, colocado em um óvulo que teve o DNA removido. Se tudo der certo, os pesquisadores acreditam que estarãoem condições de começar a oferecer a técnica como um tratamentodentro de três a cinco anos. A técnica só foi aplicada até agora em laboratório,utilizando-se embriões defeituosos, remanescentes dafertilização in vitro. Os poucos embriões de duas-mães criadosforam destruídos após seis dias.

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