Cientistas conseguem emaranhar cinco partículas de luz

Avanço é mais um passo no caminho do computador quântico

Reuters

14 Maio 2010 | 19h29

Pesquisadores trabalhando com uma característica da luz que foi descrita por Albert Einstein como "fantasmagórica" conseguiram ligar, ou emaranhar, até cinco partículas, num avanço que pode levar a instrumentos científicos mais precisos e computadores mais velozes.

 

Cientistas israelenses disseram, na quinta-feira, que a técnica poderia ser usada em escala maior para produzir emaranhamentos quânticos de maiores proporções, nos quais as partículas de luz, os fótons, existem em dois estados possíveis ao mesmo tempo.

 

A noção de que fótons podem ser ligados dessa forma, de modo que uma mudança no estado de um altera instantaneamente o do outro, mesmo a quilômetros de distância, alarmou Einstein, que se referiu ao efeito como "ação fantasmagórica à distância".

 

Mas a física quântica já demonstrou que o efeito é real e o utilizou para aperfeiçoar a criptografia e, esperam os cientistas, um dia permitirá criar computadores superpoderosos.

 

O emaranhamento também está no centro de outras novas áreas de pesquisa, como medições ultraprecisas. "As aplicações estão lá fora, embora ainda exista uma grande barreira entre demonstrar estes estados e a aplicação, porque os estados quânticos são muito frágeis", disse Yaron Silberberg, do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel.

Silberberg e colegas descrevem seu trabalho na revista Science, notando que até então os estados emaranhados haviam atingido, no máximo, três fótons.

 

As qualidades especiais da luz em escala quântica poderiam ajudar os cientistas a criar instrumentos mais precisos e miniaturizar ainda mais a litografia usada na criação de microchips, disse ele.

 

Estados com várias partículas emaranhadas também avançam no caminho dos computadores quânticos, que seriam capazes de analisar várias soluções de um mesmo problema ao mesmo tempo.

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