Cientistas criam peixe artificial capaz de controlar cardumes

O robô, controlado por computador, é um modelo feito a partir de um molde de gesso

estadao.com.br

28 Junho 2010 | 14h52

O peixe artificial Robofish, ao lado de seu molde de gesso. Divulgação/Universidade de Leeds

 

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ter criado o primeiro peixe-robô que cardumes de peixes naturais aceitam como um de seus membros. Segundo os construtores do aparelho, a invenção abre caminho para o estudo do comportamento dos peixes e da dinâmica de grupos.

 

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"Como o peixe robótico é aceito pelo cardume, podemos usá-lo para controlar o comportamento de indivíduos e estudar situações complexas, como agressividade, cooperação e comportamentos para evitar predadores", disse, em nota, o autor dos experimentos iniciais realizados com o "Robofish", Jolyon Faria.

 

O robô, controlado por computador, é um modelo feito a partir de um molde de gesso, pintado para imitar as cores e sinais característicos de um peixe de verdade. Os cientistas tiveram de provar que o Robofish seria aceito no cardume de forma que os peixes reagissem a ele como se fosse mais um integrante normal do grupo.

 

"Embora o Robofish parecesse, para nós, como um peixe stickleback, não sabíamos se outros peixes o veriam da mesma forma", explicou Jolyon. "também achamos que poderia haver um problema com o cheiro, já que peixes usam sinais químicos na água para identificar outros membros do cardume. No fim, o Robofish foi aceito de cara, embora tenhamos testados vários modelos antes de achar o que funcionava melhor".

 

O Robofish foi colocado num tanque contendo ou um outro peixe solitário ou um grupo de dez, e programado para seguir um caminho fixo um pouco mais depressa que um peixe normal. O objetivo era ver se o Robofish  conseguiria induzir outros peixes a deixar a área de refúgio do tanque e convencer os companheiros a fazer uma curva de 90 graus.

 

Peixes solitários deixaram o refúgio muito antes se o Robofish estivesse presente para instigar o movimento, embora os grupos tenham saído bem rapidamente, sem necessidade de estímulo. O Robofish foi capaz de persuadir tanto os peixes sós quanto os grupos a fazer a curva.

 

A divulgação original do experimento pode ser lida aqui, em inglês.

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