Divulgação/Jen Rowland
Divulgação/Jen Rowland

Cientistas criam robôs que fazem descobertas científicas

Robô-cientista Adam é o primeiro do mundo a realizar uma descoberta científica independente

Reuters,

02 de abril de 2009 | 15h02

Cuidados cientistas - vocês podem ser substituídos por robôs. Duas equipes de pesquisadores disseram nesta quinta-feira, 2, que criaram máquinas que podem usar a razão, formular teorias e descobrir conhecimento científico sozinhas, realizando avanços significativos no campo da inteligência artificial.

 

Esses robôs-cientistas poderiam ser colocados para trabalhar resolvendo sistemas biológicos complexos, desenvolvendo novos medicamentos, criando modelos para o clima global ou compreendendo o cosmos.

 

No momento, entretanto, eles estão realizando tarefas humildes. Na Universidade de Aberystwyth, em Gales, Ross King e seus colegas criaram um robô chamado Adam que pode não só realizar experiências com o metabolismo da levedura mas também avaliar os resultados e planejar o próximo experimento.

 

Esse é o primeiro exemplo do mundo de uma máquina que realizou uma descoberta científica independente - neste caso, novos fatos sobre a composição genética da levedura.

 

"Sozinho, ele pode pensar em hipóteses e então fazer esses experimentos, e nós checamos que seus resultados estão corretos", disse King.

 

"Pessoas têm trabalhado nisso desde a década de 1960. Quando mandamos os primeiros robôs para Marte, eles sonhamos que eles fizessem seus próprios experimentos. Após 40 ou 50 anos, temos capacidade para fazer isso."

 

Seu próximo robô, Eve, vai ter muito mais capacidade cerebral e será colocado para trabalhar em novos medicamentos.

 

King espera que a aplicação da inteligência artificial ao processo de análise de dezenas de milhares de componentes potenciais para novos remédios seja particularmente interessante na busca por tratamentos desconhecidos para doenças tropicais como a malária.

 

King publicou suas descobertas na revista Science, juntamente com um segundo estudo de Hod Lipson e Michael Schmidt da Universidade de Cornell em Nova York, que desenvolveram um programa de computador capaz de decifrar as principais leis da física em um pêndulo duplo em movimento.

 

Apenas fazendo contas - e sem nenhuma instrução anterior dos cientistas - a máquina conseguiu decifrar as leis de movimento de Isaac Newton, e outras propriedades.

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