Cientistas criam técnica que acelera regeneração de tecidos

Combinação de drogas 'pode induzir medula a liberar mais células reparadoras'

Da BBC Brasil, BBC

09 de janeiro de 2009 | 13h18

Cientistas britânicos descobriram uma técnica que induz o organismo a intensificar seu mecanismo de auto-regeneração, e que potencialmente pode ser utilizada para reparar tecidos danificados após ataques cardíacos ou ossos fraturados. A medula óssea costuma liberar vários tipos de células-tronco quando ocorrem ferimentos ou lesões, mas nem sempre o processo é totalmente bem-sucedido. Em experiências de laboratório no Imperial College de Londres, os pesquisadores deram a ratos uma droga envolvida no processo de crescimento, chamada de VEGF, e que já existe naturalmente na medula óssea. Eles observaram que a concentração de células na corrente sangüínea dos animais aumentou mais de cem vezes. Artrite Sara Rankin, que trabalhou na pesquisa, disse: "O corpo se auto-regenera com o tempo, mas, quando os danos são severos, há limites no que pode fazer sozinho." "Nós esperamos que, ao liberar uma quantidade extra de células-tronco, como pudemos fazer com os ratos no nosso estudo, nós poderemos, potencialmente, obter um número extra de quaisquer células de que o corpo necessite para estimular a capacidade de auto-regeneração e acelerar o processo de reparação." Há esperança de que a técnica possa ajudar também a atenuar doenças em que o sistema imunológico ataca erroneamente os próprios tecidos do organismo, como a artrite reumatóide. Atualmente já existem técnicas para aumentar o número de células-tronco que produzem sangue, mas o estudo dos cientistas do Imperial College de Londres se concentra em dois outros tipos: as endoteliais, que produzem as células que formam os vasos sangüíneos, e as mesenquimais, que se tornam células ósseas ou de cartilagens. As células mesenquimais também têm a capacidade de enfraquecer o sistema imunológico. Os pesquisadores acreditam que será possível realizar testes clínicos em seres humanos dentro dos próximos dez anos. A pesquisa foi divulgada na revista Cell Stem Cell.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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