SCHMIDT OCEAN INSTITUTE / via REUTERS
SCHMIDT OCEAN INSTITUTE / via REUTERS

Cientistas da Austrália encontram recife de coral maior que a Torre Eiffel

A descoberta foi feita na Grande Barreira de Corais e é a primeira do tipo em mais de cem anos

Reuters, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 04h55

SYDNEY - Cientistas australianos encontraram um recife de coral destacado na Grande Barreira de Corais que ultrapassa a altura do Empire State Building e da Torre Eiffel, disse o Schmidt Ocean Institute esta semana. Esta é a primeira descoberta desse tipo em mais de cem anos.

O recife "semelhante a uma lâmina" tem quase 500 metros de altura e 1,5 quilômetro de largura, disse o instituto fundado pelo ex-chefe do Google Eric Schmidt e sua esposa Wendy. Fica a 40 metros abaixo da superfície do oceano e a cerca de seis quilômetros da borda da Grande Barreira de Corais.

Uma equipe de cientistas da Universidade James Cook, liderada pelo Dr. Robin Beaman, estava mapeando o fundo do mar ao norte da Grande Barreira de Corais a bordo do navio de pesquisa Falkor do instituto, quando encontrou o recife em 20 de outubro.

"Estamos surpresos e exultantes pelo que encontramos ", disse Beaman. Ele disse que foi o primeiro recife destacado desse tamanho a ser descoberto em mais de 120 anos e que estava prosperando com uma "tempestade de peixes" em um ecossistema saudável. A descoberta ocorre após um estudo no início deste mês constatar que a Grande Barreira de Corais havia perdido mais da metade de seus corais nas últimas três décadas.

Usando o robô subaquático conhecido como SuBastian, os cientistas filmaram sua exploração do novo recife, coletando amostras marinhas no caminho, que serão arquivadas e colocadas no Museu de Queensland e no Museu de Queensland Tropical.

"Não só mapear o recife em 3D em detalhes, mas também ver visualmente essa descoberta com SuBastian é incrível", acrescentou Beaman. Embora a seção norte da Grande Barreira de Corais tenha sofrido branqueamento em 2016, Beaman disse que este recife separado não apresentou nenhuma evidência de danos.

O branqueamento ocorre quando a água está muito quente, forçando o coral a expelir algas vivas e fazendo com que calcifique e fique branco. A Grande Barreira de Corais corre 2,3 mil quilômetros ao longo da costa nordeste da Austrália, abrangendo uma área com metade do tamanho do Texas. Foi tombado como patrimônio mundial em 1981 pela UNESCO como o ecossistema de recifes de coral mais extenso e espetacular do planeta./REUTERS

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