Cientistas descobem crânio humano que pode ter 100 mil anos

Arqueólogos chineses acreditam que esta é a descoberta mais importante desde o "Homem de Pequim"

Efe,

23 de janeiro de 2008 | 09h39

Arqueólogos chineses desenterraram os restos de um crânio humano que pode ter 100 mil anos, o que transformaria esta descoberta "na mais importante" ocorrida na China desde que foram achados os restos do "Homem de Pequim", no começo do século XX.   A descoberta foi informada pelo diretor da Administração Estatal do Legado Cultural, Shan Jixiang, e publicada nesta quarta-feira, 23, pelo jornal China Daily.   Segundo Shan, este achado "vai chamar a atenção para um período crítico da evolução humana". A descoberta aconteceu em dezembroem uma jazida situada em Xuchang, na província de Henan (centro), na qual os arqueólogos trabalham há dois anos e meio.   Foram encontradas 16 peças de um crânio quase completo que possui supercílios proeminentes e uma pequena frente.   No entanto, segundo ressaltou o diretor do grupo de arqueólogos que trabalha na escavação, Li Zhanyang, "o mais surpreendente é que o crânio ainda conserva uma membrana fossilizada em sua parte interior, o que permitirá que os cientistas estudem o sistema nervoso dos antepassados do Paleolítico".   Os restos encontrados se fossilizaram porque ficaram enterrados a cinco metros de profundidade, perto de um manancial cujas águas contêm altos níveis de cálcio.   Além dos restos do crânio humano, 30 mil fósseis de animais e de artefatos realizados com ossos e pedras foram achados na região nos dois últimos anos.   "Esperamos continuar realizando descobertas de importância na região", concluiu Li.

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