Cientistas descobrem como tartarugas desenvolveram o casco

Formação do casco teve início a partir da expansão das costelas no ventre dos animais, mostra fóssil

EFE,

26 de novembro de 2008 | 16h01

Uma equipe de cientistas descobriu como o casco da tartaruga evoluiu a partir de um alargamento da coluna vertebral e das costelas na parte inferior do corpo, segundo publica a revista científica britânica Nature.   Tartaruga gigante de Galápagos se esforça para ser pai   Os pesquisadores, da Academia das Ciências Chinesa e da Universidade de Toronto (Canadá), chegaram a esta conclusão após a análise de três fósseis da espécie mais primitiva de tartaruga - que viveu há 220 milhões de anos -, pertencente ao Triássico Superior.   Esses espécimes, descobertos em 2007 no sudoeste da China, têm dentes e casco incompletos, o que permitiu entender o processo evolutivo que terminou com a cobertura total do corpo pela carapaça. Os primeiros passos na evolução do casco foram a ossificação das superfícies neurais e o alargamento das costelas dorsais da parte inferior do corpo.   As extensões ósseas da coluna vertebral e as costelas se alargaram e cresceram juntas, para formar uma rígida cobertura protetora.   Este processo também corresponde à primeira fase de desenvolvimento do casco nas tartarugas jovens que existem atualmente.   A descoberta descarta a hipótese de que o casco deriva unicamente da fusão de superfícies ósseas da pele.   Os cientistas sugerem ainda que o fato de o casco ter começado a se formar a partir da parte ventral da tartaruga pode ter uma explicação no fato de que se trata de uma espécie aquática, onde era importante evitar os ataques de predadores que vinham de baixo na água.

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