Cientistas descobrem espécie de dinossauro gigante na Argentina

Dreadnoughtus schrani pertence a um grupo de herbívoros que viveram no Cretáceo e era tão pesado quanto doze elefantes juntos

EFE

04 Setembro 2014 | 18h45

Um grupo de cientistas descobriu na Argentina o esqueleto fossilizado de uma nova espécie de dinossauro que pesava tanto quanto uma dúzia de elefantes africanos ou sete Tiranossauros rex. O novo dinossauro se constitui no maior animal terrestre cuja massa corporal foi possível calcular com precisão.

Os pesquisadores da Universidade de Drexel, na Filadélfia, calculam que o animal, que foi batizado de "Dreadnoughtus schrani" teve, enquanto vivo, 26 metros de comprimento e peso de 65 toneladas.

A equipe destaca a quantidade de peças do esqueleto que encontraram. 70% dos ossos foram achados, sem contar a cabeça, o que permitiu calcular essas medidas com a maior precisão até agora. 

"Dreadnoughtus schrani era incrivelmente enorme", disse Kenneth Lacovara, professor associado da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Drexel, que descobriu o esqueleto fóssil no sul da Patagônia, na Argentina, e liderou a escavação e o estudo.

"Pesava tanto quanto uma dúzia de elefantes africanos ou mais de sete Tiranossauros rex", destacou Lacovara. O cientista explicou que as evidências ósseas mostram que quando o dinossauro morreu não estava totalmente desenvolvido.

O paleontólogo assegurou que "é o melhor exemplo que temos até agora das criaturas mais gigantes que caminharam no planeta".

Lacovara e seus colegas publicaram a descrição detalhada da descoberta da espécie "Dreadnoughtus schrani" na revista Scientific Reports de Nature Publishing Group.

O novo dinossauro pertence a um grupo de grandes herbívoros conhecidos como titanossauros, que viveram no final do período Cretáceo, há aproximadamente 70 milhões de anos.

O fóssil foi desenterrado durante mais de quatro temporadas de trabalho de campo entre 2005 e 2009 por Lacovara e uma equipe que inclui Lucio Ibiricu, do Centro Nacional Patagônico em Chubut, Argentina; Matthew Lamanna, do Museu Carnegie de História Natural, e Jason Poole da Academia de Ciências Naturais da Universidade de Drexel.

Para melhorar sua visualização, a equipe escaneou digitalmente os ossos do dinossauro com o objetivo de realizar uma reconstrução digital em três dimensões, que permite compará-lo com outros dinossauros gigantes como o Argentinosaurus.

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