Cientistas descobrem por que gostamos tanto de aventuras

Área no cérebro parece recompensar a busca pelo novo liberando neurotransmissores como a dopamina

Reuters

25 de junho de 2008 | 16h34

Cientistas identificaram uma área primitiva do cérebro que nos faz aventureiros - um achado que pode ajudar a explicar por que as pessoas caem rotineiramente no mito dos "novos" produtos quando fazendo compras. Usando tomografias para medir o fluxo de sangue para o cérebro, pesquisadores britânicos descobriram que uma região do cérebro conhecida como o corpo estriado ventral ficava mais ativo quando as pessoas estudadas escolhiam objetos desconhecidos em testes controlados.  Essa região do cérebro é envolvida com o processamento de recompensas através da liberação de neurotransmissores como a dopamina. Cientistas acreditam que a existência desse mecanismo de recompensas muito antigo indique que há uma vantagem evolucionária em experimentar o desconhecido.  "Buscar experiencias novas e pouco familiares é uma tendência comportamental em humanos e animais. Faz sentido tentar novas opções pois elas podem se provar mais vantajosas a longo prazo", disse Bianca Wittmann do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging na Universidade College London. Ser aventureiro, no entanto, também traz riscos. Algumas escolhas podem ser perigosas e, no mundo moderno, a busca pelo novo pode fazer com que consumidores sejam extremamente vulneráveis ao marketing.  Essas recompensas no cérebro também podem contribuir para alguns vícios comuns. "Em humanos, a busca constante pela novidade pode jogar um papel importante no vício em jogos ou drogas, ambos geralmente medicados por funcionalidades errantes na liberação de dopamina", disse Nathaniel Daw, da Universidade de Nova York, que também trabalhou no estudo (publicado no jornal Neuron).

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