Cientistas descrevem explosão espacial apontada para a Terra

A explosão, possivelmente, marcando a morte de uma estrela, estava a 7,5 bilhões de anos-luz do planeta

da Redação,

10 de setembro de 2008 | 16h37

Dados de satélites e observatórios de todo o mundo mostram que o jato de uma poderosa explosão estelar, captada em 19 de março, estava apontado quase que diretamente para a Terra. Os detalhes da análise da explosão aparecem na edição desta semana da revista Nature.   Novo telescópio da Nasa vê uma explosão no espaço por dia   O satélite Swift da Nasa detectou a explosão - classificada como GRB 080319B - e determinou sua posição na constelação de Boötes. O evento, chamado explosão de raios gama, tornou-se brilhante o suficiente para ser visto a olho nu.  "O Swift foi projetado para encontra explosões incomuns", diz o principal investigador do satélite, Neil Gehrels, do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa. "Com essa, tiramos a sorte grande".   No artigo da Nature,  a astrônoma Judith Racusin, da Universidade Penn State, e um grupo de 92 co-autores informam uma série de observações que teve início 30 minutos antes da explosão e acompanhou o brilho secundário por meses a fio. A equipe conclui que o brilho extraordinário do evento surgiu de um jato de matéria expelido na direção da Terra a 99,99995% da velocidade da luz.   Ao mesmo tempo em que o Swift viu o jato, o instrumento científico russo Konus, a bordo do satélite Wind, também da Nasa, também detectou os raios gama, fornecendo uma visão mais ampla do fenômeno. Uma câmera automática baseada no Chile, chamada "Pi do Céu", registrou a luz visível da explosão. Essa câmera é operada por instituições polonesas.   A explosão que causou o jato - possivelmente, marcando a morte de uma estrela - estava a 7,5 bilhões de anos-luz da Terra, dizem os cientistas.

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