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Cientistas desenvolvem equipamento que restaura movimentos de macacos

Animais tiveram as pernas paralisadas após danos na medula; prótese sem fio faz 'ponte' com cérebro

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

09 Novembro 2016 | 16h25

Um equipamento desenvolvido por um grupo internacional de cientistas restaurou movimentos de macacos que tiveram as pernas paralisadas após sofrerem danos na medula espinhal. Os resultados do estudo foram publicados nesta quarta-feira, 9, na revista Nature.

Dois macacos rhesus restabeleceram o controle dos membros paralisados por meio de uma neuroprótese sem fio que funciona como uma "ponte" entre o cérebro e a medula espinhal. Implantada cirurgicamente, a interface envia os sinais cerebrais relacionados à locomoção, com tecnologia wireless, para a parte da medula localizada abaixo da ruptura provocada pela lesão. 

Batizada de interface cérebro-espinhal, a neuroprótese decodifica a atividade cerebral especificamente utilizada nos movimentos de locomoção e transmite essa informação diretamente à espinha por meio de 16 eletrodos que estimulam as vias neurais responsáveis por ativar os músculos das pernas na locomoção natural.

"É a primeira vez que uma neurotecnologia restaura a locomoção em primatas. Mas há muitos desafios adiante e podemos levar anos para que os componentes dessa intervenção possam ser testados em humanos", disse o autor principal do estudo, Gregoire Courtine, do hospital universitário de Lausanne (Suíça).

A cooperação internacional envolveu também cientistas das universidades de Bordeaux (França) e Fraunhofer (Alemanha).

 

 

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