Cientistas detectam sinal magnético de um elétron

Cientistas da IBM anunciaram nesta sexta-feira terem conseguido registrar, pela primeira vez, o sinal magnético de um único elétron. Para a divisão de pesquisas da companhia, a conquista é um marco histórico na área de ressonância magnética em nanoescala (MRI), que vai permitir estudos mais aprofundados sobre a composição e o comportamento das estruturas, o que pode ser usado no desenvolvimento de remédios, por exemplo.O grande feito dos cientistas Raffi Budakian, John Mamin e Dan Rugar foi encrustar um elétron isolado numa base sólida e, com seu finíssimo sinal magnético, fazer oscilar um pêndulo de silício com um pequeno magneto na ponta. Com um campo magnético gerado por uma bobina, a orientação do sinal do elétron era alterada, criando momentos de atração e de repulsão com o magneto, fazendo o pêndulo oscilar.O experimento é parte dos estudos da IBM para produzir um microscópio de ressonância em nanoescala, capaz de fazer imagens tridimensionais de moléculas, com resolução atômica. ?A capacidad e de ver a matéria mais claramente sempre permitiu grandes descobertas ao longo da História?, disse Rugar, o chefe do time de estudos em nanoescala do Centro de Pesquisas Almaden, em San Jose (California).?Este passo permitirá avanços fundamentais na nanotecnologia e na biologia?, afirmou ele em depoimento no site da IBM Research. Os estudos com ressonância magnética em nanoescala vão permitir, segundo Rugar, conhecer melhor a estrutura de proteínas, de moléculas de fármacos e de materiais usados em circuitos integrados, entre milhares de elementos usados em todo tipo de indústria.

Agencia Estado,

16 de julho de 2004 | 15h40

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