Cientistas detectam vestígios de colisão entre planetas

Nuvem de poeira densa ao redor de estrela dupla indica que dois planetas se destruíram em órbita

da Redação,

24 de setembro de 2008 | 15h25

Dois planetas semelhantes à, em órbita de uma estrela parecida com o Sol, a cerca de 300 anos-luz, sofreram uma violenta colisão em tempos recentes, dizem astrônomos americanos em artigo que será publicado na edição de dezembro do Astrophysical Journal.   "É como se a Terra e Vênus tivessem colidido um com o outro", disse um dos autores do trabalho, Benjamin Zuckerman, da Universidade da Califórnia, Los Angeles. "Astrônomos nunca tinham visto algo assim antes. Aparentemente, granedes colisões catastróficas podem ocorrer em sistema s solares maduros".   "Se houvesse algo em qualquer um dos planetas, a colisão maciça teria varrido tudo em questão de minutos... a extinção definitiva", diz o co-autor Gregory Henry, da Universidade estadual do Tennessee. "Um disco de poeira emissora de raios infravermelhos ao redor da estrela é a testemunha silenciosa do evento". Zuckerman, Henry and Michael Muno, um astrônomo que na época da pesquisa atuava no Instituto de Tecnologia da Califórnia, estavam estudando a estrela BD+20 307, cercada por uma quantidade de poeira 1 milhão de vezes maior que a circunda o Sol.   "Esperávamos ver que BD+20 307 era uma estrela jovem, com poucos milhões de anos, e a poeira marcaria os estágios finais da formação do sistema planetário", disse Muno.   Essas expectativas se frustraram, no entanto, quando a astrônoma Alycia Weinberger anunciou que BD+20 307  era uma estrela binária - duas estrelas girando em torno de um centro comum.   Novos dados revelaram que as estrelas que compõem o par são muito semelhantes em tamanho, composição e massa  ao Sol. Os cientistas explicam que a colisão entre os planetas não foi observada diretamente, mas deduzida a partir da idade das estrelas e do fato de a nuvem de poeira estar a uma distância do par semelhante á que separa o Sol da Terra e Vênus. Se a hipótese estiver correta, esse também representa o primeiro sinal de planetas em torno de uma estrela binária.   Os pesquisadores envolvidos no estudo lembram que simulações da estabilidade do Sistema Solar não descartam a possibilidade de uma colisão de Mercúrio com a Terra ou Vênus, numa escala de bilhões de anos.   Zuckerman lembra que a teoria predominante para a origem da Lua envolve a colisão da Terra com uma massa planetária no passado.

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