Cientistas divergem sobre Nobel de Química, dado a japonês

A comunidade científica internacional está dividida em relação à atribuição do Prêmio Nobel da Química 2002 ao pesquisador japonês Koichi Tanaka. Muitos de seus colegas não o consideram digno de receber o prêmio.A polêmica tem crescido a poucos dias da entrega do prêmio, prevista para terça-feira em Estocolmo.A escolha de Koichi Tanaka suscitou surpresa generalizada em outubro último, quando o seu nome foi indicado pelo Comitê Nobel como contemplado com o Nobel da Química, juntamente com o norte-americano John Fenn e o suíço Kurt Wuetrich.Com 43 anos, Tanaka é um dos mais novos distinguidos com o Nobel e, ao contrário da maioria dos seus pares, não é titular de um doutoramento. Engenheiro de pesquisa e desenvolvimento na sociedade japonesa de instrumentos de precisão Shimadzu, baseada em Kyoto, ele é completamente desconhecido na comunidade científica.A Academia Real de Ciências da Suécia premiou-o por ter inventado, e desenvolvido, a espectrometria de massa, um método de análise essencial adotado por praticamente todos os laboratórios do mundo.Tanaka desenvolveu os métodos que permitirão identificar as macromoléculas e introduziu a técnica de desagregação suave a laser, em que a amostra é desagregada por um feixe de raios laser que provoca a libertação das moléculas.Contudo, numerosos cientistas, questionados neste domingo pelo maior diário sueco, o Dagens Nyheter, consideram que o prêmio deveria ter sido atribuído aos químicos alemães Michael Karas e Franz Hillenkamp.O presidente do Comitê do Prêmio Nobel da Química, Bengt Norden, em entrevista ao Dagens Nyheter, minimizou as críticas, recordando que o prêmio é "destina-se supostamente a recompensar a pessoa que, antes de toda a gente, desenvolveu uma idéia que transforme outras formas de pensamento, e Koichi Tanaka fez exatamente isso".

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