Cientistas dos EUA usam células-tronco ósseas para curar fraturas

Proteína estimula divisão das células e acelera reparo do osso quebrado

EFE

28 Abril 2010 | 16h03

grupo de cientistas americanos desenvolveu um processo bioquímico que usa um tipo especial de proteína para ativar células-tronco ósseas, com as quais aceleraram a cura de fraturas em ratos.

 

Em um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, os cientistas do Instituto Médico Howard Hughes e da Escola de Medicina da Universidade de Stanford ressaltaram que o procedimento poderia ter ampla aplicação na medicina regenerativa.

 

Eles descobriram que as proteínas identificadas como WnT ativam as células-tronco ósseas que participam da regeneração do osso.

 

Em experimentos com ratos geneticamente modificados, os pesquisadores aceleraram esse processo de cura óssea ao aplicar a proteína, que também foi modificada.

 

A WnT fez com que as células-tronco no lugar da lesão se dividissem e amadurecessem para formar a massa óssea de maneira mais rápida que em roedores normais.

 

Posteriormente, os cientistas desenvolveram uma substância chamada Wnt 3a liposomal que produziu os mesmos efeitos nos ratos sem a necessidade de uma modificação genética, indicou o relatório.

 

Mediante a injeção de  Wnt 3a liposomal eles conseguiram acelerar o processo de reparação com a estimulação das células-tronco ósseas, que se dividiram e amadureceram mais rapidamente, mas somente no lugar da lesão.

 

O relatório afirma que a localização precisa do lugar em que a proteína deve atuar sobre as células-tronco é importante porque sua função pode ter efeitos secundários graves, como a formação excessiva de tecido ósseo.

 

Em seu relatório, os pesquisadores disseram que o procedimento com a proteína Wnt também poderia ser aplicado para melhorar a regeneração de tecidos em casos de feridas ou ataques cardíacos.

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