Cientistas fazem mapa dos 'genes silenciosos' do corpo humano

Em alguns pares de genes, uma cópia acaba desativada; esse efeito pode ajudar a entender várias doenças

Associated Press,

30 de novembro de 2007 | 17h45

Todas as pessoas herdam duas cópias de cada gene, uma do pai e uma da mãe, mas alguns desses genes chegam desligados, de forma que não há uma reserva caso a cópia ativa falhe. Esse fato aumenta a vulnerabilidade do corpo humano a problemas que vão da obesidade ao câncer.   Agora, cientistas da Universidade Duke, nos EUA, dizem ter identificado os "genes silenciosos", criando um mapa de cerca de 200 genes que, acredita-se, têm um efeito profundo na saúde humana.   Além disso, o estudo marca um passo importante na tentativa de compreender como o ambiente - comida, estresse, poluição - interage coma genética, para ajudar a determinar  por que algumas pessoas ficam doentes e outras, não.   "O que temos é um saco de pepitas de ouro", disse o principal pesquisador, Randy Jirtle, sobre a coleção de genes. As descobertas da equipe de Jirtle aparecem na edição desta sexta-feira do periódico  Genome Research.   A seguir, virá o trabalho de demonstrar que papel cada um desses genes desempenha. "parte será de ouro de verdade e parte, ouro falso", acrescentou o cientista.   Geralmente, cópias dos genes vindas de ambos os genitores são ativas, programadas para atuar sempre que necessário. Se uma cópia sofre uma mutação e pára de funcionar corretamente, no geral a outra é capaz de compensar.   Um processo conhecido como "imprinting" genético desativa o gene reserva. Isso significa que, com caso de alguns genes, apenas a cópia da mãe ou do pai funciona. Sinais moleculares desativam a cópia do outro genitor.   A descoberta de" imprinting" genético em seres humanos só ocorreu em 1991, e até agora apenas 40 desses genes eram conhecidos. O mapa da Duke confirmou os 40 e encontrou outros 156.   Muitos dos genes localizados no trabalho recente localizam-se em regiões dos cromossomos já relacionadas ao desenvolvimento de diabetes, obesidade, câncer e outras doenças importantes, informam os pesquisadores.

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