Cientistas identificam ossos de mamute da era glacial na Rússia

Os ossos têm grande valor científico, já que podem ser utilizados como material para análise genética

Efe

03 de junho de 2008 | 19h28

Especialistas de um museu de etnografia na região de Penza, na Rússia, identificaram os ossos de um mamute e concluíram que se trata de um achado da era glacial, informou nesta terça-feira, 3, o Ministério da Cultura regional. "Graças à valiosa coleção paleontológica de ossos, foi possível identificar que se tratam dos ossos da perna de um mamute, da tíbia e do perônio", acrescentou o Ministério da Cultura em comunicado, divulgado pela agência russa Interfax. Os enormes ossos do mamute foram descobertos na primavera a uma profundidade entre dois e três metros por um morador da localidade de Vedenyapin (sudoeste da Rússia) após o deslizamento de um barranco. O homem informou imediatamente sobre o achado ao museu de Penza, e os ossos passaram a integrar a coleção da seção de natureza. Os ossos têm grande valor científico, já que podem ser utilizados como material para análise genética que, por sua parte, pode responder a perguntas como idade, forma de vida e época em que o animal viveu, acrescenta o texto. Em maio do ano passado, um filhote de mamute conservado foi descoberto por um pastor de renas na região de Jamal, na Sibéria, próximo ao rio Yuribel, perto de sua foz, no mar de Kara. Segundo os cientistas, o animal tinha menos de 12 meses, media 1,3 metro de altura e pesava cerca de 50 quilos quando morreu em um pântano há mais de 10 mil anos. A descoberta do bebê mamute teve especial importância para os especialistas porque o paquiderme se conservou íntegro no gelo eterno, tanto que até os olhos e a tromba estão intactos.

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