Cientistas localizam krill antártico a 3.000 metros de profundidade

A descoberta muda grande parte da concepção que se tinha das cadeias alimentares oceânicas até o momento

Efe

25 de fevereiro de 2008 | 19h30

O krill antártico, um pequeno crustáceo que, até agora, acreditava-se só viver em águas superficiais e que forma o maior volume de proteínas do mundo, foi localizado em profundidades de até 3.000 metros.   Segundo um informe que será publicado nessa terça-feira, 26, na revista Current Biology, cientistas do Centro Britânico Antártico, em Cambridge, e do Centro Nacional de Oceanografia de Southampton, encontrar o pequeno camarão (Euphausia superba) nessas profundidades muda a forma de pensar dos pesquisadores sobre a cadeia alimentar dos oceanos.   O krill antártico se alimenta de fitoplâncton que, por sua vez, se converte na base da dieta de diversos peixes, aves e mamíferos, pois várias espécies de pingüins e baleias se alimentam dele.   Os cientistas afirmam que o krill constitui a maior massa animal que existe no planeta e calculam seu volume total entre 50 e 150 milhões de toneladas. Em comparação, toda a pesca humana anual não chega a 90 milhões de toneladas.   O professor Andrew Clarke, do Centro Britânico Antártico, afirma que "os novos dados nos obrigam a reconsiderar nosso conhecimento da distribuição e ecologia do krill; foi uma surpresa encontrar (em grande profundidade) krill adulto, incluindo fêmeas prontas a desovar."   Até agora, acreditava-se que o krill antártico se alimentava das algas que cresciam na parte inferior do gelo e de fitoplâncton livre até os 150 metros de profundidade.

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