Reuters
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Cientistas não sabem explicar cratera aberta na Guatemala

Enorme buraco se formou em zona residencial da capital por causa da tempestade tropical Agatha

Efe

06 de junho de 2010 | 00h00

GUATEMALA - Os geólogos ainda não conseguem dar uma explicação científica sobre o enorme buraco formado em uma zona residencial do norte da capital guatemalteca, no fim de semana passado, em consequência das fortes chuvas provocadas pela tempestade tropical Agatha.

 

A área, que se encontra custodiada por dezenas de policiais, soldados e funcionários da Defesa Civil, está totalmente desolada e apenas alguns moradores ainda desocupam as residências.

 

"Não temos outra opção senão sair e buscar outro lugar para viver, enquanto se determina o que acontecerá. Há muito medo entre os moradores, porque se teme que haja outro afundamento", disse à Agência Efe Aníbal Juárez, um dos últimos moradores a desocupar a área.

 

Geólogos da Defesa Civil iniciaram na última quinta-feira, 3, uma pesquisa científica sobre a formação do buraco gigante para saber como está a situação do subsolo e determinar as causas do incidente.

 

Por meio de um radar de penetração de subsolo introduzido na sexta-feira, 4, os especialistas puderam determinar que não existem cavernas no interior, mas a areia vulcânica nos arredores impediu a realização de um estudo completo.

 

A explicação preliminar que as autoridades dão à formação da cratera, que tem um diâmetro médio de 21,5 metros e profundidade de 31,2 metros, é que foi o resultado de uma carga excessiva de água no terreno, originada pelas chuvas torrenciais.

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