Cientistas pedem a tribunal da UE que proíba ativação do LHC

Eles argumentam que o risco da criação de buracos negros é suficiente para que experiência seja proibida

Efe

28 de agosto de 2008 | 15h38

Um grupo de cientistas apresentou uma denúncia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos em Estrasburgo para que não se permita o funcionamento do acelerador de partículas LHC, do Cern, devido ao perigo de que a experiência gere buracos negros.   Veja também:  Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons  Terminam os últimos testes do Grande Colisor de Hádrons  Acelerador de partículas será testado em setembro  LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança  Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'    O começo do funcionamento do LHC, o Grande Colisor de Hádrons, está programado para o próximo dia 10 de setembro no Cern, o Laboratório Europeu para a Física Nuclear, em um túnel abaixo da terra na fronteira franco-suíça.   A queixa foi firmada por vários cientistas, entre os quais o professor de bioquímica alemão e teórico do caos, Otto Rössler, e foi coordenada por Markus Goritschnig.   Segundo disse Goritschnig à agência suíça ATS, os demandantes lamentam que não tenha sido feito um exame de riscos exaustivo sobre o projeto do acelerador igual ao que se faz, por exemplo, com as centrais nucleares.   Eles afirmam que a colisão de partículas no acelerador poderia provocar a aparição de pequenos buracos negros capazes de aspirar o planeta e fazê-lo desaparecer.   "O risco é suficientemente alto para que o projeto seja detido", argumentam.   O Conselho Europeu para a Investigação Nuclear (Cern, em francês) está examinando a denúncia, como declarou seu porta-voz James Gillie, que lembrou que a organização mantém sua postura inicial de que não há motivos para tal preocupação, pois o LHC não faz nada que já não se produza de forma natural no universo.   O acelerador será ativado pela primeira vez em 10 de setembro. Ele tem 27 quilômetros de túneis, e fica na fronteira entre Suíça e França. Nesses túneis, prótons serão acelerados por campos magnéticos criados em supercondutores, e forçados a colidir a velocidades altíssimas.   Em força total, dizem cientistas, a nova máquina levará os prótons a energias de 7 trilhões de elétron-volts e vai lançá-los uns contra os outros. Os físicos vão vasculhar os estilhaços das colisões em busca de forças, partículas e, até mesmo, de leis da natureza hoje desconhecidas, mas que poderiam ter se manifestado nos primórdios do Universo.   (com Carlos Orsi, do estadao.com.br)

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