Cientistas pedem cortes profundos nas emissões de CO2

Na conferência de Bali, 200 pesquisadores resolvem sugerir aos políticos o que fazer contra o efeito estufa

Associated Press,

06 de dezembro de 2007 | 20h10

Importantes cientistas lançaram-se à arena política nesta quinta-feira, 6, lançando um alerta na conferência da ONU sobre mudança climática para que a humanidade faça cortes profundos nas emissões de gases do efeito estufa. Os EUA, no entanto, continuam a se recusar a aceitar cortes obrigatórios, a despeito da crescente pressão, interna e externa.   Mais de 200 especialistas emitiram uma declaração na reunião de Bali, pedindo um corte de 50% nas emissões até 2050 - uma  rara sugestão direta dos cientistas, que vinham se limitando a apresentar dados e evidências, sobre a condução da política.    Os pesquisadores tinham por objetivo estimular as negociações, que devem se estender por dois anos, do acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. O pacto em vigor requer que 36 países reduzam suas emissões em 5% sobre os níveis de 1990.   Delegados de cerca de 190 países estão reunidos em Bali para a conferência de duas semanas sobre o tema. O encontro dividiu-se entre dois campos, com uma maioria apoiando cortes obrigatórios e oponentes, como os EUA, combatendo a idéia, dizem delegados.   Os EUA são o maior produtor de gases causadores do efeito estufa e a administração atual do país ainda resiste a adotar restrições estritas, a despeito da aprovação, por um comitê do Senado americano, de uma lei que prevê cortes de 70% na poluição gerada por usinas termoelétricas, transportes e fábricas até 2050.   Representantes do governo americano dizem que nem os desdobramentos no Senado, nem a decisão da Austrália de aderir ao Protocolo de Kyoto - abandonando o lado dos EUA na questão - teriam impacto na posição do governo Bush.

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