Cientistas perfuram a terra para achar causa de terremotos

Embora saibam quando uma placa está sob pressão, cientistas nunca podem prever onde o terremoto ocorrerá

AP,

16 de fevereiro de 2009 | 20h27

Cientistas estão seguindo os terremotos até o fundo de suas camadas subterrâneas, estudando os fenômenos em terra e no fundo do mar. Ainda assim, confrontados com a questão de quando e onde o próximo grande terremoto ocorrerá, um silêncio desconfortável se instala.  Veja também:Raio-X revela texto perdido de Arquimedes e cérebro antigo Cientistas criam novo método para medir emissões de carbono Gravidade do aquecimento global foi subestimada, diz cientista Beijo reduz o estresse e estimula fidelidade no homem Fogo e flexibilidade definem dieta humana, dizem cientistas Cientistas dizem que alguns animais planejam o futuro Baseando-se no histórico, haverá terremotos no Japão, também no Tibet, disse Leigh Royden do Massachusetts Institute of Technology (MIT). "Nós nunca seremos capazes de prevê-los? Eu não sei", ela disse no domingo, 15, em uma reunião da American Association for the Advancement of Science (AAAS). "Há alguns sinais associados a terremotos, mas apenas em retrospectiva", disse. "E esses terremotos são raros." Terremotos acontecem mais frequentemente nas fronteiras das muitas placas tectônicas em movimento na superfície da Terra. Alguns também já foram relatados no centro das placas, assim como o tremor devastador da China no ano passado. Cientistas podem dizer quando uma placa está sob forte estresse, mas não têm como determinar onde a fratura vai ocorrer levando a um terremoto, explicou Harold Tobin da Universidade de Wisconsin. No entanto eles continuam batalhando para saber mais sobre os terremotos e suas causas em um esforço para encontrar maneiras de proteger vidas e propriedade.  James Evans da Universidade Utah State disse que pesquisadores perfuraram aproximadamente 3.500 metros na Falha de Califórnia para instalar instrumentos com a esperança de "realmente penetrar na zona culpada" e registrar um terremoto.  Tobin faz parte de uma pesquisa similar em Nankai, no Oceano Pacífico, uma das áreas sísmicas mais ativas do mundo.  "Se quisermos entender a física sobre como as falhas funcionam, nós temos que ir para essas falhas no oceano", disse. "Perfurar é a principal maneira de sabermos qualquer coisa sobre a geologia de dois terços da Terra que estão submersos. O objetivo final é termos diversos buracos muito profundos em alguns anos."

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