Cientistas querem lei sobre identidade de dados genéticos

Os participantes do 4.º Congresso Mundial de Bioética reconheceram que o avanço da ciência cria novas questões éticas e sociais e apostaram no estabelecimento de normas e leis que garantam a privacidade de dados relativos à genética das pessoas.Em sua conferência no congresso, o catedrático de Genética da Faculdade de Biologia da Universidade Complutense de Madri Juan Ramón Lacadena falou sobre a necessidade de normas que regulem o tratamento de dados em bancos genéticos. A maioria dos 300 especialistas que participam do fórum apoiou aPosição.Lacadena disse que o avanço da ciência "não pode ser detido, fundamentalmente porque os cientistas não estão dispostos a frear abusca do conhecimento", o que coloca "o desafio" de encontrar normas reguladoras que garantam a liberdade dos pesquisadores e os direitosdas pessoas à intimidade.A proposta da privacidade dos dados genéticos foi apresentada pela cientista canadense Michele Jean, integrante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no contexto de um "governo democrático e responsável".O 4.º Congresso Mundial de Bioética, inaugurado na segunda-feira pelo Nobel de Literatura Wole Soyinka, aborda nesta quarta-feira a questão das armas biológicas, sobre as quais prepara uma declaração de condenação que será apresentada em seu encerramento.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2005 | 11h52

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