Cientistas veem explosão do passado, de 13 bilhões de anos

Astrônomos voltaram o máximo possível no tempo até agora, medindo a luz de uma estrela que explodiu 13 bilhões de anos atrás, pouco depois do início do universo.

REUTERS

29 Outubro 2009 | 09h58

Eles rastrearam uma explosão de raios-gama chamados GRB 090423 para ver a luz da estrela maciça que morreu 630 milhões de anos depois do big-bang, que originou o universo, relataram na revista científica Nature na quarta-feira.

Duas equipes independentes mediram o desvio para o vermelho em cerca de 8,2. O desvio para o vermelho é a distorção da luz conforme ela viaja pelo espaço e pelo tempo e costuma ser comparada ao som de um trem que aumenta e diminui conforme se aproxima e passa do ouvinte.

Esse desvio para o vermelho extremo - o maior já registrado - mostra que a explosão da estrela aconteceu quando o universo tinha menos de 5 por cento de sua idade atual, disseram Nial Tanvir da Universidade Leicester, da Grã-Bretanha, e colegas.

"O desvio para o vermelho medido para o GRB 0900423 significa que a explosão aconteceu em uma época em que o universo era nove vezes menor do que é hoje - colocando a época do evento em cerca de 630 milhões de anos depois do big-bang", disse Bing Zhang, da Universidade de Nevada.

"Os raios-gama são as explosões mais violentas no universo", acrescentou.

"Acredita-se que eles estão associados à formação dos buracos negros estelares ou estrelas de nêutron altamente magnetizadas durante eventos cataclísmicos como o colapso de uma estrela massiva ou a coalescência de dois objetos estelares compactos."

Neste caso, a morte da estrela há tanto tempo foi brilhante o suficiente para ofuscar mesmo galáxias e vai ajudar os cientistas a entender o que aconteceu nos primórdios do universo.

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