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Cinco curiosidades sobre a trajetória de Bento XVI

Papa é o primeiro a renunciar em quase 600 anos

BBC Brasil,

11 Fevereiro 2013 | 13h32

Bento XVI deve se tornar o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos, mas há outros aspectos marcantes em sua trajetória. Abaixo, a BBC reuniu curiosidades sobre a vida e carreira do pontífice.

Nacionalidade:

Joseph Ratzinger, que assumiu o nome de Bento XVI no pontificado, foi o primeiro alemão a ser nomeado papa desde o século 11.

Nascido na Bavária, em 1927, ele chegou a ser inscrito como membro da Juventude Hitlerista - segundo ele, contra sua vontade - o que foi relembrado por seus críticos no período que antecedeu sua nomeação, em 2005.

Idade:

Assumindo o cargo com 78 anos de idade, Ratzinger foi também o papa mais velho a ser eleito desde o século 18, quando Clemente 12 tornou-se papa, em 1730, sendo três meses mais velho que Bento XVI.

Na época em que foi eleito, ele era um teólogo respeitado e braço direito de João Paulo II.

Escolha:

O processo de eleição de Ratzinger demorou apenas 24 horas, um dos mais rápidos do século. No total, foram feitas quatro rodadas de votações até que se chegasse a decisão final. Em 1939, porém, o Papa Pio 12 foi eleito em um único dia, após apenas três rodadas de votação.

Nome:

O nome "Bento" escolhido por Ratzinger, um indicativo da marca que ele esperava deixar em seu pontificado, até então só havia sido adotado por italianos e um francês.

Antes dele, o último "Bento" foi o italiano Giacomo della Chiesa, que ocupou o posto máximo da Igreja Católica entre 1914 e 1922 e chegou a apresentar um plano para tentar pôr um fim à Primeira Guerra Mundial (que não foi adiante).

Corrente:

Considerado um conservador, Ratzinger assumiu em 1981 o comando da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), órgão que descende da Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal, fundada pelo papa Paulo 3º em 1.542, com o objetivo de defender a Igreja da heresia.

Foi nesse cargo, o de monitorar e zelar pela preservação das tradições católicas e dos valores da Igreja, que Ratzinger liderou os esforços para silenciar os principais defensores da Teologia da Libertação - movimento progressista surgido na América Latina. Em diversas ocasiões, ele se manifestou contra métodos anticoncepcionais, o aborto e o casamento gay.

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