Cinco reservas extrativistas são criadas no Pará

O governo federal anunciou hoje a criação de mais cinco reservas extrativistas no Pará, quatro delas no litoral e uma em área de floresta. No total, as áreas alcançam 603 mil hectares, chegando a cerca de 6 milhões de hectares apenas para esse tipo de reserva.As áreas reservadas para extrativismo são regiões onde os ecossistemas são protegidos, mas as populações tradicionais locais podem retirar frutos, peixes, castanhas, óleos e até madeiras, desde que isso seja feito dentro de um limite que não esgote os recursos naturais. A exploração é feita pelas comunidades locais e não há exploração comercial por empresas.Nas quatro reservas litorâneas as áreas protegidas são de mangue, onde a atividade econômica é a pesca. Elas estão nos municípios de Augusto Corrêa, Bragança, Viseu e Tracuateua. Na reserva de Mapuá, a área de proteção pretende preservar as matas marajoaras, que ficam no município de Breves, na ilha de Marajó."Precisamos garantir o uso sustentável da floresta e frear o desmatamento. Não há como reverter o desmatamento somente com medidas de controle. Ações de ordenamento territorial são imprescindíveis, assim como o combate à grilagem", disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, que serviu para marcar a passagem do dia mundial da Biodiversidade, o programa de áreas protegidas da Amazônia (Arpa) recebeu a doação de US$ 3,3 milhões do Fundo para o Meio Ambiente Global, operado pelo Banco Mundial, e outros US$ 3,3 milhões da organização não governamental WWF, que anunciou ainda que vai investir mais US$ 6,7 milhões no programa das Arpas até 2007. Os recursos são gerenciados pelo Fundo Brasileiro para Biodiversidade, uma organização fora do governo.

Agencia Estado,

20 de maio de 2005 | 19h57

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