Cingapura regulamenta clonagem terapêutica

O governo de Cingapura, considerado um dos mais liberais do mundo em relação a pesquisas genéticas, decidiu proibir todo e qualquer experimento envolvendo clonagem humana com fins reprodutivos. Continua permitida a clonagem terapêutica. Agora são pelo menos 30 os países que regulamentaram as pesquisas com células-tronco, proibindo a reprodução de clones humanos.A legislação de Cingapura prevê pena de dez anos de prisão para quem introduzir um óvulo humano clonado num útero, o que caracteriza a intenção de desenvolver um feto. A lei proíbe até mesmo o uso de um útero de animal.Inicialmente a pena prevista para quem desrespeitar a lei era de cinco anos de prisão, mas a opinião pública local exigiu dez. Também há multa de US$ 58 mil.A regulamentação faz parte de um ambicioso projeto das autoridades de Cingapura, que devem investir US$ 1,8 bilhão em pesquisas de ponta relacionadas à biotecnologia até 2010. O país pretende criar pelo menos 15 companhias de peso internacional neste setor.Por isso foi cuidadosamente preservado o direito à pesquisa envolvendo a produção de embriões a partir da transferência de núcleos de células para óvulos sem núcleos. Este tipo de clonagem gera embriões que, ainda no estágio de blastocisto, fornecem células-tronco para cultivo de tecidos.A legislação de Cingapura estabelece que nenhum embrião clonado poderá ser desenvolvido em laboratório por mais do que 14 dias. As pesquisas estão sendo concentradas num parque científico chamado Biópolis, que custou pelo menos US$ 290 milhões, onde há também zonas residenciais para os pesquisadores e suas famílias.   leia mais sobre células-tronco

Agencia Estado,

03 de setembro de 2004 | 14h03

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