Circuncisão pode reduzir risco de contrair aids

A circuncisão parece reduzir em 60% o risco de homens contraírem o vírus da aids, segundo um estudo publicado na Public Library of Science Medicine. Os resultados do estudo, realizado pelo Instituto Nacional de Doenças Contagiosas, de Johanesburgo e por uma equipe de pesquisadores franceses, confirmam a hipótese da comunidade científica sobre os benefícios dessa prática.Os cientistas recrutaram 3.274 voluntários sul-africanos de idades compreendidas entre 18 e 24 anos, a metade deles circuncidada, e acompanharam a evolução dos dois grupos durante 21 meses. Do grupo dos circuncidados, 20 contraíram aids, enquanto 49 dos do outro grupo foram infectados com o vírus HIV.A diferença entre os dois grupos era tão marcante que o estudo foi suspenso por motivos éticos, afirma a edição de hoje do jornal britânico The Guardian.Peter Cleaton-Jones, da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, advertiu, no entanto, contra a conclusão equivocada de que a circuncisão equivale a uma vacina contra o vírus e aconselhou o uso contínuo de preservativos.Segundo a Organização Mundial de Saúde, embora se demonstre que a circuncisão é uma intervenção eficaz para reduzir o risco de contrair a aids, isso não significa que a cirurgia impede a infecção por esse vírus durante o ato sexual.Os cientistas ainda não entendem inteiramente por que a circuncisão oferece certa proteção contra a aids, mas se sabe que a parte do prepúcio eliminada é rica nas chamadas células de Langerhans, a que o vírus HIV se liga facilmente.Nota do Editor: Este texto foi alterado às 19h30, com a correção de informação no segundo parágrafo. Foram 49 os homens infectados com o vírus HIV, e não 49% como afirmou a agência Efe.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2005 | 13h47

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