Clérigo turco diz que doação de esperma é adultério

Em declarações publicadas pela revista BirGun, organizações feministas protestam contra a postura do mufti

EFE,

19 de junho de 2009 | 14h44

Um mufti da Turquia disse que engravidar com esperma retirado de um banco de doações é proibido pela religião islâmica e equivale a adultério.

O mufti da província de Edirne, Omer Tacioglu, disse em discurso que a gravidez resultante da doação de esperma leva à ruína da sociedade e à degeneração, depois de garantir que o objetivo de todas as religiões monoteístas é proteger as gerações futuras.

 

"Esta prática não é permitida pela religião porque leva a ter filhos cujo pai é desconhecido, e pode ajudar a transmitir doenças às próximas gerações", disse o líder religioso.

 

Em declarações publicadas pela revista BirGun, organizações feministas protestam contra a postura do mufti e afirmam que as mulheres têm o direito de decidir sobre seus corpos e vidas, além de dizer que a república turca não se deixa governar por decretos religiosos, ou fatwas.

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