Clonagem terapêutica deve demorar décadas, diz "pai" de Dolly

O pesquisador Ian Wilmut, "pai" da ovelha Dolly, disse que se passarão décadas até que se possa utilizar a clonagem para fins terapêuticos. Wilmut dirige a equipe que clonou a ovelha Dolly em 1996. "A clonagem não funciona muito bem e por isso, para provar seus benefícios terapêuticos serão necessários uns 20 anos, porque não são pesquisas a curto prazo. Primeiro há muito o que descobrir e pesquisar sobre as células", explicou o cientista.Wilmut afirmou que a pesquisa é lenta e que há muitas incógnitas, o que explica que em sete anos entre 100% e 96% dos testes tenham falhado. "Não se pode prever como ocorrem os avanços, mas o maior problema é conhecer melhor a organização e o funcionamento da informação genética", acrescentou Wilmut.Mas esse atraso para comprovar os benefícios e conseguir a aprovação internacional da técnica não deve impedir que se legisle sobre isso, na opinião do cientista. "É preciso persuadir os países para que desenvolvam um regulamento e um controle sobre esta técnica".Wilmut defendeu a clonagem com fins de cura e nunca reprodutivos: "apenas os benefícios terapêuticos poderão justificar a utilização desta técnica em humanos".

Agencia Estado,

01 de janeiro de 2005 | 17h37

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