CNA defende texto e diz não querer tirar proteção

 Assuero Doca Veronez, da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), defende o texto do projeto de lei e diz que “não há mais o que discutir”. Segundo ele, a CNA não defende a retirada de APPs. Mas quer a manutenção de atividades já existentes, desde que não seja em área de risco. 

Afra Balazina, de O Estado de S. Paulo,

20 Setembro 2011 | 23h57

“Não dá para generalizar que toda margem de rio seja área de risco”, diz ele, que lamentou os dados apresentados pelo Ministério Público Estadual. “O MP tomou partido contra a alteração do Código Florestal, é uma posição claramente assumida por eles (promotores), que muitas vezes não corresponde à verdade.” 

 

Veronez, que mora no Acre, avalia que a Amazônia está condenada à miséria se as pessoas continuarem a defender que os habitantes do bioma vivam do extrativismo e do manejo. “Essas atividades não dão sustentabilidade para o desenvolvimento econômico da região. Já que não se pode mais desmatar, temos de fazer a floresta virar fonte de renda. E toda a sociedade deveria pagar por isso.”

 

Bolsa-esmola. O governo anunciou que, a partir deste mês, 18.772 famílias começam a receber o Bolsa-Verde - R$ 300 por trimestre. Os beneficiados em geral estão em situação de extrema pobreza, recebem o Bolsa-Família e usam a floresta para explorar látex, castanhas, açaí e madeira. Para Veronez, a iniciativa é uma “bolsa-esmola”, que não melhora a qualidade de vida das famílias. Em sua opinião, o valor do benefício deveria ser, no mínimo, equivalente ao que renderia o hectare derrubado em que foi colocado pastagem. “Algo em torno de R$ 200 a R$ 300 por hectare por ano.” 

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