Cobertura de gelo no Oceano Ártico chega ao 'limite'

Perda do gelo leva a uma aceleração doa quecimento do clima em outras partes do planeta

AP,

28 de agosto de 2008 | 14h33

A notícia, divulgada da quarta-feira, 27, de que a cobertura de gelo sobre o Oceano Ártico está no segundo menor nível dos últimos 30 anos levou vários especialistas a afirmar que a região está chegando "ao limite".   Dados levantados por um órgão do governo americano indicam que o gelo, agora, cobre 5,2 milhões de quilômetros. O ponto mais baixo já registrado desde o início das leituras por satélite, em 1979, foi 4,2 milhões de quilômetros quadrados, em setembro de 2007. O verão ártico ainda durará mais três semanas, o que sugere que o recorde será quebrado neste ano.   O gelo do Ártico sempre derrete no verão e volta a congelar no inverno. Mas, ao longo dos anos, cada vez mais gelo se perde para o oceano e menos volta a congelar depois. Enquanto o gelo reflete o calor do Sol de volta ao espaço, o mar aberto absorve mais calor, acelerando o aquecimento global em outras partes do mundo.   O gelo do mar também é um importante hábitat para os ursos polares.   "Podemos muito bem estar rolando ladeira abaixo, rumo ao ponto de virada", disse o cientista Mark Serreze. "Está virando agora. Estamos vendo acontecer".   Dentro de "cinco a menos de dez anos" o ártico poderá estar livre de gelo sobre o mar no verão, disse o cientista Jay Zwally, da Nasa. "Isso também significa que o aquecimento global vai chegar mais depressa e em maior intensidade do que os modelos estão prevendo, e ninguém ainda levou isso em consideração", disse ele.   Cinco cientistas especializados em clima ouvidos pela Associated Press disseram que é correto chamar o que ocorre agora no Ártico de "ponto de virada".

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