Colisão de galáxias traz novas evidências de matéria escura

Lente gravitacional permite mapear a distribuição da matéria durante o choque de dois aglomerados de estrelas

27 de agosto de 2008 | 15h08

Uma potente colisão entre aglomerados de galáxias foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa e da Agência Espacial Européia (ESA) e pelo Observatório de Raios X Chandra, da Nasa. Esse choque de aglomerados oferece novas evidências da existência de matéria escura, e um vislumbre de suas propriedades, diz nota divulgada pela ESA.   As novas observações feitas pelos dois telescópios do aglomerado MACSJ0025.4-1222 indicam que a colisão separou a matéria comum da matéria escura. Esta seria uma confirmação independente de um efeito semelhante, detectado no chamado Aglomerado da Bala, e mostra que Bala não é um caso único. MACSJ0025 formou-se após uma colisão entre dois grandes aglomerados. Usando imagens de luz visível feitas pelo Hubble, astrônomos conseguiram inferir a distribuição total de massa - escura e ordinária. O Hubble foi usado para mapear a matéria escura (na imagem, colorida em azul) usando a técnica de lente gravitacional, pela qual a presença da matéria invisível é deduzida a partir da distorção gravitacional causada na luz que vem das galáxias mais ao fundo.   Já os dados do Chandra permitiram que os astrônomos mapeassem com precisão a matéria normal, que existe principalmente na forma de gás de alta temperatura, que irradia raios X (em vermelho).    À medida que os dois aglomerados que formaram MACSJ0025 - cada um com mais de um quadrilhão de vezes a massa do Sol - se fundiam à velocidade de milhões de quilômetros  por hora, as massas de gás foram desaceleradas pela colisão, mas a matéria escura passou diretamente através do esmagamento. A separação indica que as partículas de matéria escura interagem muito pouco entre si por meio de outras forças que não a travidade   Uma descrição detalhada da observação será publicada na revista especializada  The Astrophysical Journal.

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