Colisor de partículas ainda não está pronto para colidir

Máquina foi projetada para acelerar prótons a sete trilhões de elétron-volts e então fazer com que se choquem

Dennis Overbye, The New York Times,

19 de setembro de 2008 | 16h56

Uma semana depois de partícula subatômicas começarem a correr em, sua pista subterrânea, em meio a gritos de alegria e champanhe, o mais potente acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons, no Cern, nos arredores de Genebra, ainda luta para dar o próximo grande passo.   Veja também:  Brasileiro explica o experimento na Suíça  Entenda o LHC Assista ao vivo o que acontece no laboratório  Hackers invadem computadores do projeto do LHC Experiência do LHC depende de rede mundial de computadores  Estudo reafirma que acelerador de partículas LHC é seguro  Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons  Terminam os últimos testes do Grande Colisor de Hádrons  Acelerador de partículas será testado em setembro  LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança  Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'   Site do Cern  Site do LHC Grid  Animação que explica como o LHC Grid funciona  Vídeo do Cern explica o LHC em três minutos (em inglês)   Galeria com imagens do LHC       Cientistas e engenheiros do projeto esperavam que, já na próxima semana, o colisor pudesse começar a colidir partículas subatômicas de fato, ainda que a energias bem abaixo dos níveis cataclísmicos que fizeram com que alguns céticos se preocupassem com a criação de buracos negros que poderiam comer o mundo.   A máquina foi projetada para acelerar prótons a sete trilhões de elétron-volts e então fazer com que se choquem, em busca de novas forças e partículas. A tentativa inicial de fazer os prótons percorrerem o colisor, em 10 de setembro, foi tão bem sucedida que cientistas do Cern pensaram que poderiam chegar às colisões iniciais antes da programação original de duas semanas após o "primeiro feixe."   Mas essas esperanças foram frustradas por uma série de "problemas de dentição", como um engenheiro colocou, incluindo a falha de um transformador de 30 toneladas que servia para resfrias o hélio que, em contrapartida, resfriava os magnetos supercondutores que guiam os prótons. Nesta sexta-feira, 19, o Cern anunciou que um grande vazamento de hélio no túnel colisor significará mais um atraso.   As colisões, quando acontecerem, serão de energia relativamente modesta de 450 bilhões de elétron-volts, uma área já bem explorada por outras máquinas, como o Tevatron no Fermi National Accelerator Laboratory, em Illinois (EUA), e vai durar por apenas um dia ou dois.   Elas vão permitir que as equipes calibrem e comecem a entender as montanhas de detectores, fios, computadores e ímãs que foram construídos para capturar e analisar as colisões de prótons. "O primeiro trabalho é reaprender o que já sabemos", disse Tom LeCompte, do Laboratório Nacional de Argonne, que trabalha em um dos detectores de colisões conhecido como Atlas.   Quando, exatamente, a máquina vai começar a colidir prótons a alta energia, cerca de cinco trilhões de elétron-volts, é um jogo de adivinhação, na melhor das hipóteses. Se tudo correr bem, cientistas e engenheiros do Cern dizem, isso poderia acontecer a partir de meados de outubro.

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