Com denúncias sobre drogas, Papa celebra grande missa no México

O Papa Bento 16 atraiu a maior multidão da sua viagem pela América Latina neste domingo, celebrando uma grande missa ao ar livre, onde um bispo local denunciou o "medo, abandono e dor" causados pelas assassinas guerras às drogas no México.

PHILI, REUTERS

25 Março 2012 | 14h53

Em seu último dia no México, o papa fez uma missa para uma animada multidão, que os organizadores estimam em 300 mil pessoas em um parque nos arredores do centro da cidade de Leon.

Longas filas de pessoas, muitas rezando, cantando e levando consigo fotos do líder de 1,2 bilhão de católicos em todo o mundo e de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira do México, fizeram seu caminho para o local da missa por um período que durou horas.

Algumas pessoas ficaram acampadas há mais de um dia para conseguir um bom lugar para o mais importante evento dos três dias de visita de Bento 16 são segundo mais populoso país católico do mundo.

O papa passou pelas pessoas em um "papamóvel" e usava um sombreiro preto e branco, para o delírio da multidão.

O arcebispo de Leon, José Martin Rabago, falou sobre os sofrimentos de um país em que os confrontos entre cartéis de drogas e o Estado mataram mais de 50 mil pessoas nos últimos cinco anos.

"Nós estamos vivendo entre eventos de violência e morte que geraram uma dolorosa sensação de medo, abandono e tristeza", disse Rabago em seu discurso de boas vindas.

O arcebispo condenou as "perversas raízes" dos problemas mexicanos, como a pobreza, falta de oportunidades, impunidade, injustiça e a crença de algumas pessoas de que o objetivo da vida é acumular bens e poder.

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