Começam a ser capturadas capivaras que vivem no Tietê

A primeira das 80 capivaras que vivem na área urbana de São Paulo, nas margens do Rio Tietê, foi capturada neste fim de semana pela equipe de especialistas contratados pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão responsável pelas obras de aprofundamento da calha do rio que tornam necessário o resgate das capivaras. A capivara está de quarentena num recinto especialmente construído no Parque Ecológico do Tietê. É um macho adulto de 35 quilos, que vivia solitário perto da ponte da Rodovia dos Bandeirantes e foi capturado com armadilha. Levemente sedado, o bicho foi examinado pelos veterinários, que colheram amostras de sangue, urina e alguns carrapatos. Assim que ficarem prontos os exames, a capivara receberá tratamento, se for necessário. Depois poderá ser cedida para criadores, estudada por pesquisadores ou incorporada ao grupo de 200 capivaras que vivem no Parque Ecológico. Essas capivaras se tornaram muito mansas, por serem alimentadas regularmente pelos funcionários do parque e observadas pelos visitantes, que passeiam pela área sempre acompanhados de monitores. Os animais já se subdividiram em grupos e estão se reproduzindo regularmente. A capivara tem uma gestação de pouco mais de quatro meses. A cada ninhada nascem de dois a oito filhotes. É por ser tão prolífica que a capivara reproduziu-se tanto nas margens do Tietê. O primeiro censo feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 1999, registrou oito capivaras, e, agora, menos de três anos depois, a contagem chegou a 80. Elas se multiplicaram graças ao capim abundante das margens, que cresce muito graças à adubação dos esgotos. Agora que a vegetação da Marginal está sendo limpa por causa das obras, as capivaras tentam atravessar a pista e há registro de atropelamentos. A preocupação do DAEE é tanto o risco de acidentes como o consumo da carne da capivara por favelados.

Agencia Estado,

24 de julho de 2002 | 09h42

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