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Começam a valer as metas do Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto entrou em vigor à meia-noite de Nova York (3h00 de Brasília) para impor limites e metas para a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) e cinco outros gases causadores do efeito estufa. O tratado foi ratificado por 140 nações, responsáveis por mais de 55% das emissões atuais.Autoridades da área ambiental de vários países se reuniram no mesmo centro de convenções em Kyoto onde, em 1997, o pacto foi elaborado. A solenidade foi classificada como um histórico primeiro passo da humanidade para conter o aquecimento global e amenizar as mudanças climáticas e seus efeitos catastróficos."Hoje é um dia de celebração e também um dia de renovar nossa decisão de combater o aquecimento global", disse Hiroshi Ohki, ex-ministro japonês do Ambiente, que comandou a conferência de sete anos atrás para a elaboração do protocolo.A ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004, a personalidade de destaque na cerimônia, lembrou que muitos países importantes não ratificaram sua adesão ao tratado mas que, por outro lado, muitos cidadãos destas nações estão fazendo uma parte significativa dos esforços contra o aquecimento global."Eles têm uma convicção enorme e tomam atitudes individuais para reduzir as emissões de gases poluentes", lembrou ela.O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Yury Fedotov, também chamou atenção para o fato de nações desenvolvidas terem rejeitado o Protocolo de Kyoto (principalmente Estados Unidos e Austrália) e lembrou países emergentes que teriam condições de investir na redução de emissões, mas que estão desobrigados disso."Vamos continuar nos esforçando para adequar questões básicas, particularmente quanto envolvimento dos países emergentes mais dinâmicos", comentou Fedotov, referindo-se principalmente à China e à Índia, grandes emissores de gases.A Rússia foi peça fundamental para que o Protocolo de Kyoto entrasse em vigor, e grande parte desta demora sete anos se deve às idas e vindas do governo russo, ora acenando com a ratificação do tratado ora ameaçando retirar seu apoio. A decisão de ratificar foi tomada em outubro de 2004.  mudanças climáticas

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