'Comecei em casa, mas tive de dar à luz no hospital’

Mesmo com a orientação das parteiras e do suporte da doula, Danielle não tinha dilatação

21 Janeiro 2012 | 14h21

SÃO PAULO - A cantora Danielle Cavallon, de 35 anos, admirava as adeptas do parto normal, mas não sabia se teria coragem. Após engravidar, a vontade despertou, só que ela não achava um médico que tirasse suas dúvidas. "Troquei de médico seis vezes porque nenhum apoiava parto natural. Diziam que só aos oito meses é que eu iria pensar nisso", conta.

 

Fotos do parto

 

 

Saiu então em busca de informação na internet e começou a participar de fóruns de discussão. No meio do caminho, encontrou seu médico obstetra, o pediatra e duas parteiras. A doula acabou sendo sua professora de ioga. "Escolhi que queria fazer o parto em casa e me preparei a gestação toda para isso. Meu marido também me apoiava. Não tinha problemas e, aparentemente, seria tranquilo", explica.

 

Dilatação

Em 7 de maio de 2011, as contrações iniciaram e ela chamou a equipe. Mesmo com a orientação das parteiras e do suporte da doula, Danielle não tinha dilatação. "Fiquei 40 horas tendo contrações, leves e fortes, e nada." Foram quase dois dias sem dormir ou comer direito. "Nós continuamos tentando porque nem o bebê nem eu corríamos risco de morte, mas eu já estava ficando esgotada", relata. Danielle, então, foi orientada pelas parteiras a terminar o procedimento no hospital.

Tudo já estava planejado, caso isso fosse necessário, e o grupo se dirigiu para o local. "Lá, tomei uma dose mínima de anestesia, apenas para descansar o corpo. Duas horas depois, consegui a dilatação e tive minha filha Liv em um parto normal, sem intervenções, após duas contrações. Foi lindo", conta.

Apesar da mudança de planos, a cantora garante que não teve receio em nenhum momento. "Confiava na equipe, sabia que tudo ia dar certo e só fui para o hospital porque foi necessário." Para o próximo filho, vai tentar em casa de novo.

 

 
Mais conteúdo sobre:
Parto domiciliarCremesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.