Jose J. Chambo/Cometografia/NASA/Apod
Jose J. Chambo/Cometografia/NASA/Apod

Cometa K2 chega nesta quinta ao ponto mais próximo da Terra

Com luneta, é possível visualizá-lo na constelação de Ophiuchus, a uma distância de cerca de 270 milhões de quilômetros do nosso planeta

Agência Brasil, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2022 | 07h57

Um dos cometas ativos mais distantes chegará a seu ponto máximo de aproximação com a Terra nesta quinta-feira, 14. Localizado na constelação de Ophiuchus, o cometa K2 estará a uma distância de cerca de 270 milhões de quilômetros do nosso planeta. Já a máxima aproximação do cometa com o Sol, posicionamento ao qual se dá o nome de periélio, será em dezembro de 2022.

De acordo com o Observatório Nacional, o K2 não será visível a olho nu, mas, ainda assim, será possível observá-lo. “Ele poderá ser observado com o uso de pequenos telescópios ou até mesmo com lunetas, desde que o observador esteja em locais com pouca poluição luminosa, ou seja, locais mais escuros”, explica o pesquisador do observatório Marçal Evangelista Santana.

Segundo o físico, doutorando em Astronomia, os observadores que estiverem no hemisfério Sul serão privilegiados para observar o cometa em quase toda a noite do dia 14. Para tanto, basta olhar para a constelação de Ophiuchus, tendo como referência a constelação de Escorpião, como mostra a imagem abaixo. Para facilitar a localização, ele sugere o uso do aplicativo Stellarium, disponível para download de forma gratuita.

Os cometas são objetos feitos principalmente de gases congelados, rocha e poeira, que ficam mais ativos na medida em que se aproximam do Sol. Isso ocorre porque o calor do astro aquece o cometa, fazendo com que seu gelo se transforme em gás. Neste processo de sublimação, forma-se uma nuvem ao redor do cometa, também conhecida como cauda.

O cometa K2 foi registrado pela primeira vez pelo telescópio espacial Hubble, em maio de 2017 — quando ainda estava entre as órbitas de Saturno e Urano. O astrônomo Filipe Monteiro, do Observatório Nacional, explica que esse corpo celeste provavelmente surgiu em uma região muito distante no nosso Sistema Solar.

Os dados do telescópio espacial Hubble indicam que o cometa K2 tem um núcleo grande, com 18 quilômetros de extensão, e uma cauda com cerca de 800 mil quilômetros de comprimento. Em dezembro deste ano, o astro vai atingir a aproximação máxima do Sol — e, a partir daí, o cometa inicia sua trajetória de afastamento rumo aos limites do Sistema Solar.

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