Comissão Européia aprova norma para uso de células de embrião

A Comissão Européia endossou novas normas para regulamentar a pesquisa com células-tronco embrionárias. De acordo com a proposta - que ainda tem de ser provada pelo países-membros - só receberão financiamento governamental os estudos que utilizarem embriões humanos descartados de clínicas de fertilização assistida e fertilizados antes de 27 de junho de 2002 - data em que a comunidade européia aprovou seu programa de pesquisas para o período de 2003 a 2006.O Vaticano, os países predominantemente católicos - Itália, Portugal, Espanha, Irlanda e Áustria - e a Alemanha se opõem a esse tipo de pesquisa por questões éticas. A Igreja insiste em afirmar que embriões humanos não são meros aglomerados de células e, sim, vida humana em potencial. Na Europa, o único país que, por enquanto, autoriza esse tipo de pesquisa é a Grã-Bretanha, onde existe rígido acompanhamento de todos os embriões fertilizados em clínicas. Células-tronco embrionárias são chamadas também de pluripotentes, porque têm a capacidade de se transformar em qualquer um dos mais de 200 tipos de células do organismo humano. Já as células-tronco de adultos não têm a mesma plasticidade.Muitos acreditam que os estudos com células-tronco podem dar novo rumo às pesquisas para tratamento de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson, para reposição de tecidos como do pâncreas e coração, além de dar pistas sobre os mecanismos que provocam o câncer.

Agencia Estado,

09 de julho de 2003 | 18h34

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