Comissária européia cobra esforço contra efeito estufa

Os países da União Européia (UE) precisam fazer mais para cortar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, se o bloco quiser cumprir o compromisso de combater o aquecimento global tal como previsto por um acordo das Nações Unidas, afirmou hoje a mais graduada autoridade da UE na área de meio ambiente.A comissária de meio ambiente da UE, Margot Wallstroem, disse que a maioria dos 15 países da UE não faz o suficiente para diminuir as emissões do gás que provoca o efeito estufa, tal como previsto pelo Protocolo de Kyoto. Ela destacou a Espanha, Portugal e Irlanda."Mais da metade dos países membros não está no caminho certo para alcançar suas metas de redução das emissões", afirmou Wallstroem, em entrevista coletiva.Se os países da UE continuarem com as políticas atuais, o bloco como um todo terá cortado até 2010 apenas 4,7% das emissões do gás que provocam o efeito estufa, em comparação aos níveis de 1990 - o que está muito abaixo da meta de 8%, com que eles haviam concordado quando assinaram o acordo para evitar o aquecimento global, o chamado Protocolo de Kyoto."É necessário fazer mais esforços", disse ela, na entrevista coletiva."Satisfazer as metas do Protocolo de Kyoto não é uma questão técnica, mas de vontade política."Wallstroem elogiou a Grã-Bretanha e a Alemanha por fazerem o máximo para combater o aquecimento global, afirmando que os esforços de ambos são a principal razão pela qual o total das emissões, na UE, haviam caído 3,5% em dez anos, até o ano 2000.Luxemburgo, Finlândia, Suécia e França também haviam ultrapassado suas metas até o ano 2000.Outros países ficaram longe das metas, em particular Espanha e Portugal, onde as emissões tiveram um aumento de cerca de um terço nos anos 90. Wallstroem disse que o principal problema são as emissões de gás carbônico de carros e caminhões. "Este é o setor no qual precisamos de uma ação urgente", disse ela, acrescentando que as emissões provenientes dos meios de transporte haviam tido um aumento de 18% nos anos 90.A comissária elogiou os fabricantes europeus de automóveis por cortar em um quarto, até 2008, a média das emissões de dióxido de carbono, nos novos modelos.Saudando a decisão, tomada ontem pelos governos dos países da UE, de estabelecer um sistema de comercialização que deve fixar cotas para as indústrias poluidoras, Wallstroem disse esperar que a medida dê o exemplo para os Estados Unidos. O presidente dos EUA, George W. Bush, não assinou o Protocolo de Kyoto, afirmando que ele seria prejudicial às empresas norte-americanas.

Agencia Estado,

10 de dezembro de 2002 | 17h37

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