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Comitê de Obama diz que plano de volta à Lua é impraticável

Orçamento da Nasa não permite que as metas definidas no governo Bush sejam atingidas, conclui estudo

AP,

08 Setembro 2009 | 19h49

O comitê de especialistas independentes nomeado pela Casa Branca disse que o plano que a Nasa vem seguindo para viabilizar o retorno de astronautas á Lua até 2020 é impraticável, por falta de dinheiro. O comitê estima que seriam necessários mais US$ 3 bilhões ao ano, além do orçamento atual da agência,  de US$ 18 bilhões.

 

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"Com o orçamento proposto, a exploração para além da Terra não é viável", disse um membro do comitê, Edward Crawley, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

 

O relatório oferece opções ao presidente Obama, mas diz que os planos terão de mudar. Há cinco anos, o presidente George W. Bush havia definido a meta de um retorno à Lua até 2020. Para liberar a verba necessária, ele havia proposto aposentar os ônibus espaciais a partir de 2010 e abandonar a Estação Espacial Internacional (ISS) em 2015.

 

Todos esses prazos precisam mudar, disse o comitê. E a exploração espacial funcionaria melhor com parceiros internacionais e a iniciativa privada.

 

O ex-administrador-associado na Nasa, Alan Stern, diz que o relatório mostra que existe um brutal "desalinhamento entre recursos e retórica". Agora, disse ele, Obama terá de escolher entre "essencialmente abandonar os voos espaciais tripulados" ou pagar o custo extra.

 

O comitê, presidido pelo ex-executivo da Lockheed Martin Norman Augustine, incluiu ex-astronautas, cientistas e administradores. O resumo do relatório foi publicado na internet nesta terça-feira.

A Nasa não pode levar astronautas para além da órbita terrestre sem pagar mais, mas viagens espaciais são importantes, diz o comitê.

 

O plano de Bush previa uma viagem á Lua, que serviria de treino para viagens a Marte. O comitê concorda que Marte deve ser o objetivo final, mas disse que ir à Lua primeiro é apenas uma opção entre muitas, e talvez nem a melhor.

 

O comitê enfatizou o que chama de "caminho flexível", que envolve a exploração de asteroides que passam perto da Terra e das luas de Marte, e só então um retorno à Lua.

 

O comitê também concluiu que não é realista aposentar os ônibus espaciais no fim do ano fiscal 2010, como o governo Bush havia determinado. Também disse que é "desaconselhável" abandonar a ISS em 2015, após 25 anos de trabalho para projetá-la e construí-la e apenas cinco anos de uso pleno.

 

Uma vez que os ônibus espaciais sejam aposentados, poderão se passar outros seis ou sete anos até que os EUA voltem a ter um meio próprio para levar astronautas ao espaço, estima o comitê. Isso porque o novo veículo projetado pela Nasa, o foguete Ares, ainda requer mais testes.

 

O comitê também pede que a Nasa contrate empresas privadas para levar astronautas à ISS e a outros destinos mais próximos da Terra, liberando assim os recursos da agência espacial para preparar viagens para destinos mais significativos.

 

Os EUA também deveriam encorajar outros países a explorar o espaço, diz o texto.

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