Comitê quer réplica do santuário nacional de Aparecida em aterro do Rio

Ideia é que seja um espaço para devoção da padroeira da Jornada Mundial da Juventude

Felipe Werneck,

31 Janeiro 2013 | 19h28

RIO DE JANEIRO - O Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de 23 a 28 de julho, pretende erguer uma réplica do santuário nacional de Aparecida no meio do Aterro do Flamengo, na zona sul da cidade. Como o parque do Flamengo é tombado, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Está prevista a presença do papa Bento XVI durante a jornada. No entanto, a programação detalhada da participação do papa só deverá ser fechada no início de maio. A informação sobre o projeto da réplica do santuário foi divulgada nesta quinta-feira durante almoço de jornalistas com o arcebispo do Rio e presidente do COL, dom Orani Tempesta, e sua equipe.

"A torre da basílica não poderá ter o formato original, porque ficaria na frente e impediria a visão do Pão de Açúcar", disse o padre Arnaldo Rodrigues, diretor executivo do Setor de Preparação Pastoral da jornada. Segundo ele, um esboço da réplica já está pronto e será apresentado aos governos estadual, municipal e federal para avaliação. "A ideia é que seja um espaço para devoção da padroeira da jornada. Haverá confessionários, um auditório para 500 pessoas e um estúdio de TV", acrescentou o padre.

O material ainda não está definido, mas a cópia do santuário deverá ter uma "estrutura leve, coberta por lona", disse Rodrigues. Além do Aterro do Flamengo, estão previstos eventos católicos em vários pontos da cidade, como Praia de Copacabana, Urca e Guaratiba, na zona oeste. A última jornada reuniu cerca de 2 milhões de participantes em Madri, na Espanha.

Crack

Orani Tempesta, que foi a Roma na semana passada, disse que a criação de um centro filantrópico para tratamento de dependentes químicos é um dos principais legados que a jornada pretende deixar para o Rio. Referindo-se ao crack como uma chaga, ele falou inclusive sobre a questão polêmica da internação compulsória de usuários. "Ninguém se cura à força", disse o arcebispo. "Acho que a internação só deve ocorrer em último caso, porque pode acabar criando mais barreiras. É preciso ter confiança."

Segundo ele, a intenção não é criar um local apenas de acolhimento, mas servir de referência e disseminar o trabalho de médicos e psicólogos, com estágios e treinamentos. "Precisamos ir ao encontro dessas pessoas (dependentes de crack) e ajudá-las a voltar a gostar da vida."

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