Como vender imóveis em todo o País

 O corretor de imóveis Alan Fender, de 27 anos, mora em Curitiba (PR) e busca possíveis clientes para apartamentos de classe média no valor de R$ 130 mil, financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, e imóveis que chegam a custar cerca de R$ 5,5 milhões, com quatro quartos e três vagas na garagem, por meio das redes sociais, entre as quais o Facebook e o Twitter. Imóveis como esses estão disponíveis para todos os gostos e bolsos na capital paranaense, mas um consumidor das regiões Norte e Nordeste do Brasil, que tenha interesse, pode realizar negócios imobiliários que estão na outra ponta do País graças à internet. "O trabalho é lucrativo, mas achar um cliente querendo o imóvel no padrão que possuo é como encontrar uma mina de ouro", ressalta Fender.

Fernanda Carolina e Silva Rocha Pinto, aluna da Universidade de Taubaté ,

11 Novembro 2011 | 11h21

 

Para facilitar a troca de informações sobre compra e venda de imóveis ao longo do território brasileiro, quatro amigos de Curitiba - um corretor, um programador, um webdesigner e um diretor administrativo - criaram, em agosto deste ano, o site www.corretores.com.br. A página destina-se somente a profissionais do ramo e o cadastro é gratuito. "A melhor maneira de encontrar o que precisamos é usar as redes sociais, por conta da agilidade. Apesar da crise financeira e a alta dos juros no País, sempre existirá alguém à procura de um imóvel para comprar ou vender", afirma Lorenzo Madalosso, um dos proprietários do site.

 

A página possui cerca de 3 mil cadastros. O objetivo é atingir 25% dos corretores do Brasil ainda em 2011, ou seja, de 50 a 60 mil profissionais. "Na homepage, é possível buscar qual imóvel deseja. Há um mural onde pode ser realizada a busca também. É semelhante ao do Facebook, que faz mais sucesso do que a caixa específica para a função", explica Madalosso.

 

Os usuários precisam ter o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) regional. Caso exista um perfil falso, logo é excluído pelos administradores. Atualmente, o site possui empreendimentos em todos os Estados brasileiros. São 380 cidades trocando informações. A divulgação também é feita pelo Facebook, Orkut, Twitter e LinkedIn. Uma pesquisa realizada este ano pela Universidade de São Paulo mostra que o setor imobiliário terá aumento na demanda e o preço será elevado entre as classes média e baixa. Em 2010, o ramo cresceu 8,8% em comparação com 2009, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil.

 

Para o consultor de gestão estratégica do Sebrae São Paulo, Renato Fonseca, a presença das redes sociais em empresas empreendedoras é inevitável e irreversível. "Mesmo que a corporação não use, dependendo do contexto, ela sofrerá críticas ou elogios nas redes sociais. Porém, a venda e o sucesso são consequências do relacionamento que tem que ser feito na base da confiança", afirma.

 

Alan Fender tem o cadastro na rede social de corretores desde a inauguração e, desde então, realizou três grandes negócios e fez amizade com profissionais do ramo, a grande maioria de São Paulo. "Com a demanda do serviço, o trabalho nas imobiliárias tende a se reduzir, mas não será extinto. Em um clique, ofereço imóveis de Curitiba para todo o País e, com um segundo clique, tenho retorno instantâneo de alguém conectado à rede de qualquer Estado brasileiro", conclui.

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